06 janeiro 2012

Robalos no visual

Assim como a pescaria dos Bones que repeti nesse ano, também embarquei novamente no Snookaroo, panga do Enrique Trinidade, guia em Isla Blanca, onde e com quem pesquei pela primeira vez em 2009 e desde então não deixei de indicar o lugar para amigos e conhecidos de passagem por Cancún para uma pescaria rápida, de um dia por exemplo, ou até mesmo, o que considero ideal, de 4 ou 5 dias se for pescar sozinho ou 8 dias se for pescar em dupla. Bem, a pescaria também é toda no visual. E que visual! Robalos, robalos, robalos, e mais robalos ... sozinhos, pareados, em trios, em grupos, em cardumes. Da até vontade de chorar ao escrever esse relato, já sonhando com a próxima vez aqui ... Do caminho do hotel até o píer falei tanto de robalo que o Enriquei acho que entendeu a conversa e escolheu pontos onde os bichos predominavam e relação aos baby tarpons (arremessei em 3, 2 nem ligaram para as moscas e outro deu seu segundo pulo sobre uma árvore de mangue e morreu neves ... mais uma pescada sem por as mãos no maldito ...). Por outro lado, ah, Snook On The Table.



Entra aqui, passa ali ...


Chega lá ... onde eles estão ... vários deles ...




Os maiores, ficam mais fáceis de pegar quando estão sós, pois
os menores não se antecipam na mosca...



Neste padrão foram vários, chegou até a irritar (como é possível?!),
 pois queria sempre um bastante mas importante e eles não deixavam
 o grande do cardume chegar na mosca


Essa é a mosca. Simples, besta e efetiva.
 Detalhe importantíssimo: pouco brilho, dois ou três fios de saltwater flashabou pearl e algumas até mesmo sem nada de brilho. Vai na fé.


Outra dica: Lefty's Deceivers brancos, com dorso vermelho, chartreuse e azul também são fatais. Moscas, estas duas, tradicionais e conhecidíssimas, que aqui pegam muito bem, com essas duas não precisa de mais nada, mesmo.

04 janeiro 2012

Bonefish Maya

O tempo não ajudou muito com a chegada de uma frente fria na noite anterior, trazendo mais vento que o já usual de todo destino marítimo de pesca e um pouco de chuva, mas, mesmo assim, deu pesca e fui atrás dos bonefishes em Cozumel com Albert Euan.  O tempo encoberto e o vento, que não deixavam a água esquentar, não permitiram uma pescaria o tempo todo atrás deles "coleando", mas alguns foram pescados de acordo nas horas mais quentes do dia  quando rumavam para as partes mais rasas dos baixios e outros tantos quando eram avistasdos em cardumes de 5 a 10 peixes, pelo seu flash, quando brilhavam ao nadar em busca de comida. Foi uma pescaria farta em peixes apesar de condições muito adversas. Na real, não senti muito o vento na questão de arremesso, mas para ver o peixe estava bem embaçado. Nossas pescarias no Brasil tem muito vento também, são um bom treino para quem vai pescar em mar, sem contar que o tamanho das moscas diminuem facilitando ainda mais. E lembrei do amigo Marcel também quando fiz um arremesso longo, lá na puta que o pariu, há 3 metros de onde eu estava, na cara de um bonefish tailing ... tesão demais, colocar o camarão na fuça do bicho e em segundos ver o backing da carreta saindo !!! O importante é a mira e a apresentação na maioria dos casos. Seguem algumas fotos para ilustrar o dia. 



Entrando na lagoa pelo mar. Backcountry bonefishing. Eles entram para comer e nós vamos por eles.



Algumas vezes estão apegados ao mangue com as nadadeiras todas de fora. Não foi o caso desse dia. Nessas ocasiões moscas atadas em anzóis 8 e sem lastros são fundamentais, sem peso, para o mínimo barulho ao cair na água rasa.



Os encontramos mais ao meio próximos às pedrarias e águas um pouco mais profundas, na canela ... Depois de fisgados não dispensam duas ou mais corridas rumo às pedras e estruturas para romper seu tippet, além de velozes, gostam de barreiras ...



Nessas situações deve-se manter a vara mais ao alto possível para evitar o contato do tippet, linha e backing com as pedras e garantir a captura








26 novembro 2011

20 novembro 2011

Dura Lição

Ano passado, ainda sem qualquer experiência em pescarias nos flats, numa viagem a passeio por Cuba levei meu equipamento de pesca. Sem nada planejado, arrumei uma pescaria por algumas horas, duas exatamente, que me renderam as fisgadas de um bonefish e um permit. Muitos já sabem a estória, mas um amigo perguntou e resolvi postar aqui já que ele não acessa os fóruns onde os relatos estão, até mesmo para ficar como dica aos iniciantes, para que não experimentem o que experimentei. Não fiz o encaixe corretamente do primeiro tramo da vara e obviamente também não conferi o conjunto depois de montado dada a minha ansiedade em pescar (Primeira Lição: confira sempre o conjunto, SEMPRE, antes do primeiro arremesso, encaixes, leader, nós, linhas, ajuste do freio, afiação do anzól, etc...), assim, na primeira corrida do primeiro peixe, um bonefish de uns 2 quilos e meio, a vara quebrou logo no encaixe mal feito. Graças ao meu guia na oportunidade, fizemos um enxerto bem tosco mas que na hora permitiu continuar a briga com o peixe e a manter a esperança de continuidade da pescaria. Passada a emoção de ter pego meu primeiro bone, continuamos vadeando, com os olhos sempre atentos à nossa frente, quando eu, numa mirada para trás em diagonal por cima do ombro esquerdo olhando para o lado do mar aberto avisto um peixe vindo em nossa direção de frente (Segunda Lição: o guia conhece o lugar, vê muito melhor que a gente, mas temos olhos e capacidade de também encontrar o peixe se quisermos e o procurarmos, basta querer, tentar... até sem querer achamos ...). Tremendo, erro o primeiro arremesso, mas, um pouco acalmado pelas palavras do guia ("castea tranquilo, esta a cazar"), acerto a mosca, uma bonefish scampi atada pelo Jorge de Porto Alegre, bem à frente do bicho, faço dois longos strips e ele toma a mosca saindo em disparada após a fisgada. Depois de alguns minutos de briga, com o peixe já bem perto, quase em ponto de ser pego, numa última arrancada, a vara não aguenta no encaixe improvisado e se parte novamente, partindo-se junto o leader e a oportunidade de colocar as mãos no meu primeiro permit, considerado o troféu dos flats, por muitos pescadores, revistas, mídia, marketeiros, e contadores de estória de pesca em geral ... talvez não seja tão big deal assim ... Vejamos: nunca tinha pescado nos flats, não arremessava decentemente (e ainda não o faço, para os padrões do que muitos experts pregam por aí ...), não usava uma mosca específica para ele, e mesmo assim, fisguei um. Claro, lá tem um monte e sorte de principiante conta, tanto principiante, que nem montar o equipamento e conferí-lo na ansiedade o fiz ... de tudo isso, que fique a minha (in)experiência ... para que quando fisgarem seu permit, tenham a certeza de estar com o equipamento checado, conferido e alinhado, para depois, não ficarem como eu, contando estória por aí (passando por mentiroso), sonhando com o peixe invariávelmente e pensando no dia que irá voltar lá para encontrá-lo novamente ... e eu mal posso esperar ... ah, se alguém tiver efetivo interesse em ir para Cuba no segundo semestre de 2012 rachar um Skiff da Avalon, por gentileza entrar em contato.

Cayo Largo CUBA - Paraíso Indescritível




O sonho indo embora ... o guia, ligeiro, ainda consegue bater algumas fotos

18 novembro 2011

Moscas Negras

Renovando as esperanças!

Seguindo a tendência do escuro ...



E uma "parda clara" para não perder o costume ...


... agora só falta a benzedeira !

15 novembro 2011

Nas Docas III - Remando em Ubatuba

Passei a noite pescando de inflável nos marinas do saco da ribeira. Sem motor elétrico, dispensei o popa e fiquei apenas no remo. Deu jogo. Saíram uns robalentos, alguns xareletes e várias fétidas espadas para estragar as moscas e dar mais ação nas horas de paradaeira dos robalos. Usei uma vara #8 com linha intermediária. Seguem algumas fotos.